Curitiba - Todos os presos por envolvimento na suposta fraude na licitação das obras de ampliação do anexo do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, em Curitiba, foram soltos ontem. Na sexta-feira, o coordenador geral do TC, Luiz Bernardo Dias Costa, já tinha deixado a prisão por meio de pagamento de fiança. E ontem, por volta das 10h30, os outros cinco suspeitos, entre eles o proprietário da Sial Construções Civis, Edemilso Rossi, também deixaram a Penitenciária Estadual de Piraquara II (PEP II), na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Conforme o Ministério Público (MP), o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) entendeu não ser necessário estender a prisão dos envolvidos. Segundo o braço do MP, as investigações estão concentradas na análise de todo o material apreendido durante o feriado de Corpus Christi.
As prisões foram realizadas na última quarta-feira, véspera do feriado. Segundo o MP, além das seis prisões, foram cumpridos onze mandados de busca e apreensão na empresa Sial, no TC e em residências das pessoas investigadas. Funcionários do TC também foram ouvidos no Gaeco. As investigações foram iniciadas há aproximadamente três meses e apuram o pagamento de propina ao coordenador geral do TC feito por um empresário ligado à construtora Sial, que venceu a concorrência pública para a obra, orçada em R$ 36,4 milhões.

Empresário deixa PSD
O empresário Edemilso Rossi, que ocupava o cargo de tesoureiro do PSD do Paraná, pediu desfiliação do partido ontem. Segundo a assessoria de imprensa da legenda, um representante de Rossi foi recebido pela Executiva e comunicou a decisão. O ex-secretário estadual de Esportes Evandro Roman já foi indicado para a tesouraria do PSD. (Colaborou Edson Ferreira/Reportagem Local)

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