Suspeito no caso da tanato é alvo de prisão preventiva
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O plantonista da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Mauro Pinto Ferreira, foi preso ontem à tarde ao chegar em seu apartamento, na Zona Norte, suspeito de constranger testemunhas que prestaram depoimento no inquérito que investiga irregularidades na venda de tanatopraxia (serviço de conservação de cadáveres). Segundo o delegado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Alan Flore, as testemunhas declararam terem sido procuradas por Ferreira, que lhes teria perguntado sobre detalhes da investigação. A prisão preventiva foi decretada pela juíza da 5 Vara Criminal, Fabiana Bressan.
''As informações que chegaram a nós mostram que ele procurou estas pessoas para ter acesso ao que está nos autos e saber se era considerado suspeito. Nos parece que ele queria ter noção exata dos fatos para se preparar quando fosse ouvido por nós'', afirmou Flore. De acordo com delegado, a conduta causava constrangimento nas testemunhas e poderia atrapalhar as investigações.
Mauro Ferreira foi conduzido pelos policiais até o Gaeco, onde permaneceu por aproximadamente uma hora, e depois transferido para o 2º Distrito Policial. Ele não conversou com a imprensa e deixou a delegacia escondendo o rosto sob um exemplar de jornal.
O advogado que lhe assistiu, Vinícius Borba, representa o Sindicato de Servidores Municipais de Londrina (Sindserv), ao qual o plantonista é filiado, e declarou ter pouco conhecimento sobre o caso. Borba, porém, disse que será o responsável pelo pedido de revogação da preventiva.
Mauro Pinto Ferreira foi afastado em caráter cautelar, no último dia 5, por decisão da Controladoria do Município. Junto com ele, também foram afastados os preparadores de corpos, Claudemir Mendes e Antônio Vaz. A medida tem validade por 30 dias - prazo previsto pela Controladoria para encerrar as investigações sobre a tanatopraxia. O advogado do Sindserv, o sindicato que representa os servidores, já entrou com recurso na Justiça para derrubar o afastamento, mas ainda não obteve uma decisão.
O controlador Mílson Dias disse ontem que a prisão preventiva será considerada um agravante no provável processo administrativo disciplinar a que terão que responder. No dia em que foram afastados dos cargos, os três servidores estiveram na FOLHA e negaram a existência de irregularidades na Acesf. Hoje, o Gaeco tomará novos depoimentos sobre o caso.


