Suspeito nega partipaçao no caso Amorim
Curitiba O principal suspeito do assassinato do deputado Tiago Amorim Novaes negou ontem ter participado do crime, ocorrido no dia 18 de dezembro de 2001. Alcides Machado Meirelles foi ouvido na Casa de Custódia de Curitiba ontem pelo promotor Marcelo Balzer Correia e pelo delegado Miguel Stadler, que integram o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco), ligado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC).
Em seu depoimento, Meirelles confirmou as informações contidas no relatório do delegado Alexandre Macorin de 2002, que acusam o policial civil João Adão Sampaio Schissler de ter contratado o assaltante Luiz Carlos Bernardo Pires, o Balaio, para executar Amorim. Entretanto, Meirelles negou ter efetuado os disparos que atingiram o deputado em frente de sua casa, em Cascavel. Balaio foi morto em um confronto com a polícia em janeiro de 2002, e Schissler se encontra preso em Curitiba, acusado de ser o mandante de outro assassinato na região de Cascavel.
Meirelles confirmou o envolvimento com a quadrilha de Balaio, citando Joelçon Antunes das Chagas, o Guinho, e Sandro Almir Gelasko, que foram presos na operação que terminou com a morte de Balaio. Meirelles teria citado também outros nomes da quadrilha, mas a PIC não os divulgou.
Meirelles foi preso na terça-feira passada em São José do Rio Preto (SP) após ação conjunta da delegacia daquela cidade com o 5º BPM de Londrina, que investigavam a atuação do suspeito numa quadrilha especializada em roubo de carros importados no Norte do Paraná e no interior paulista.
Além do envolvimento de Meirelles com o crime, os promotores da PIC também querem mais informações sobre o funcionamento das quadrilhas no Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Segundo informações da polícia, esses grupos estariam trabalhando em conjunto.
Os promotores investigam a participação do grupo de Balaio e Meirelles em assaltos ocorridos na Região Metropolitana de Curitiba. A quadrilha de Balaio também teria ligações com o grupo chefiado por Valdir Saggin, ex-policial federal que foi preso em Curitiba em janeiro do ano passado. Saggin é acusado de homicídio, roubo de cargas e outros assaltos em Santa Catarina e no Paraná.





