Suspeito nega participação na morte de Celso Daniel
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O depoimento de Andrelison Santos Oliveira, mais conhecido como Cara Seca, 22 anos, suspeito de ter assassinado o prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), não trouxe novidades. O suspeito negou participação no crime. Ele (Cara Seca) ainda não se conscientizou que a polícia tem muitas provas sobre a atuação do grupo, comentou o deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh (PT), que integra a comissão designada pelo PT para acompanhar as investigações do caso.
Cara Seca foi preso anteontem pela Polícia Federal em Vitória da Conquista, no interior da Bahia. Ele foi apontado pelo adolescente que dirigia a Blazer utilizada no dia do sequestro como um dos autores dos disparos que mataram o prefeito. Também é um dos cinco integrantes do grupo que seria chefiado por Itamar Messias Silva dos Santos. Todos estão com prisão temporária decretada.
Greenhalgh acompanhou o depoimento de Cara Seca, que se arrastou até às 2h30 de ontem na sede da PF, em São Paulo. O deputado acrescentou que as provas testemunhais do envolvimento do preso com a quadrilha deverão demorar para serem obtidas. Os depoimentos devem ser longos e se arrastar por vários dias.
O deputado também comemorou a prisão de Cara Seca e elogiou o trabalho da polícia. Antes, tínhamos um documento de Celso Daniel, uma blazer incinerada e o rastreamento dos telefonemas que levaram à Favela do Pantanal. Agora, temos um pessoa presa, concluiu.
Apesar da prisão, a força-tarefa criada pelas polícias de São Paulo para investigar o caso está dividida. Nos bastidores, corre uma queda-de-braço entre o diretor do DHPP, delegado Domingos Paulo Neto, e o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), Godofredo Bittencourt Filho. Bittencourt Filho é favorável à divulgação das fotografias dos outros cinco supostos integrantes da quadrilha da Favela Pantanal, principal suspeita do homicídio. O delegado Paulo Neto é contra.


