Rio de Janeiro Suspeito de comandar um esquema de corrupção que teria enviado US$ 33,4 milhões para a Suíça, o fiscal Rodrigo Silveirinha, subsecretário de Administração Tributária do Estado do Rio no governo Garotinho (1999-abril de 2002), será interrogado às 14 horas de hoje pelo titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco), Alessandro Thiers.
Depois de Silveirinha, Thiers, que preside o inquérito da Polícia Civil que investiga o caso, ouvirá o fiscal Rômulo Gonçalves, também suspeito. Para amanhã, estão marcados os depoimentos do chefe de gabinete da Secretaria de Fazenda no governo Garotinho, Lúcio Manoel Picanço, e do auditor Sérgio Jacome de Lucena.
O advogado de sete dos oito suspeitos, Clóvis Sahione, informou que os clientes comparecerão ao depoimentos, mas terão pouco a dizer porque, segundo ele, o processo se baseia ''apenas em recortes de jornal''. Na segunda-feira, o titular da Draco ouvirá o fiscal Carlos Eduardo Pereira Ramos e o auditor Amauri Franklin Nogueira Filho. No dia seguinte, Hélio Lucena Ramos da Silva e Axel Ripoll Hamer.
O inquérito da PF que apura o envolvimento de auditores da Receita no esquema permanece parado na Justiça Federal do Rio. Embora tenha informado que o inquérito seria transferido para a superintendência do Rio, a direção geral da PF, em Brasília, ainda não determinou qual delegado ficará responsável pelas investigações.

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