Curitiba - O vigilante suspeito de ter assassinado o presidente municipal do PT em Imbituva, Oscar Fachini, teve sua prisão temporária estendida ontem pela Polícia Civil. O suspeito, que não teve seu nome divulgado pela polícia, foi preso no sábado, um dia após a morte de Fachini.
O delegado Sílvio Hellwig aguarda o resultado de perícias realizadas no IML para verificar se o sangue encontrado na calça do vigilante pertencia a Fachini. O suspeito havia sido acusado de abusar sexualmente de suas filhas gêmeas pelo dirigente petista, que fazia parte do Conselho Tutelar de Imbituva.
A polícia trabalha também com a hipótese de que Fachini tenha sido morto devido a denúncias que fazia sobre as condições de trabalho na indústria madeireira. A mulher do dirigente, Santa Maria Toskaski Fachini, prestou depoimento ontem falando sobre as ameaças que seu marido recebia.
Segundo informações de colegas de Fachini, o nome do dirigente já havia sido citado quando a Delegacia Regional do Trabalho fez uma vistoria em empresas em Mandirituba. Um contador teria afirmado que, se Fachini continuasse suas atividades, iria ''comer grama pela raiz''.
Além da mulher de Fachini, outras pessoas que se encontravam próximas ao local do crime prestaram depoimentos ontem. Um morador de Imbituva, que comentou ter visto movimentações estranhas perto da casa onde Fachini participava de uma reunião antes de ser assassinado, seria ouvido hoje.

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