Suspeito de atentado é ouvido pela polícia e nega denúncia
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sábado, 20 de janeiro de 2001
De Umuarama 
A delegada Rosimari Silva de Souza ouviu ontem Paulo César Rodrigues, um dos suspeitos de ter atirado, no dia 12, contra a casa do presidente da Associação de Combate à Corrupção de Umuarama (Accepa), Osmair Salustiano Santos. Ele negou qualquer envolvimento e disse ter passado a noite na casa da ex-mulher no Bairro Dom Pedro. Rodrigues e Michael Alves da Silva foram apontados por Osmair como os autores dos disparos. Junto com eles estaria também um adolescente de 16 anos. O menor também deveria comparecer ontem para prestar depoimento. Silva está desaparecido.
Rosimari suspeita que a tentativa de homicídio contra Osmair esteja ligada a desentendimentos com moradores do Jardim Independência, na zona sul. Ele é presidente da associação do bairro e vinha denunciando uso de drogas, furtos e depredações do salão comunitário. Rodrigues disse à delegada que os moradores do bairro não gostam de Osmair porque ele falaria mal de todo mundo e proibiu os jogos de futebol no campo da associação.
Segundo duas testemunhas ouvidas pela delegada, na noite do dia 11, Osmair chamou a polícia para denunciar a destruição de luminárias do salão comunitário. Havia dois times jogando futebol no campo. Quando a polícia chegou, todo mundo correu com medo de ser preso. O ataque à casa do presidente da Accepa ocorreu por volta das 2 horas da madrugada do dia 12. A delegada ouviu também uma vizinha de Osmair que, segundo ele, também teria visto os rapazes, mas a mulher negou. Disse que apenas ouviu tiros.
Osmair atribuiu o atentado às denúncias de fraude eleitoral e irregularidades na prefeitura feitas pela Accepa contra o prefeito reeleito Fernando Scanavaca (PPB). Os advogados do prefeito entraram com uma interpelação judicial para que o presidente da Accepa apresente provas. Caso contrário, será processado por calúnia e difamação.
A delegada informou que está investigando todas as hipóteses e pretende ouvir nos próximos dias várias pessoas que podem ajudar a elucidar o caso. Mas tudo indica que o motivo seja os desentendimentos do presidente com gangues do próprio bairro, adiantou. Por enquanto, Rosimari não pretende pedir a prisão de nenhum dos suspeitos. Não há provas suficientes para isso. Por enquanto, só temos a palavra da vítima contra a dos acusados, esclareceu. (V.M.)


