Foz do Iguaçu Um suspeito do atentado contra o presidente da Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu, Adilson Rabelo (PSB), 46 anos, foi detido ontem pela Polícia Civil e liberado porque conseguiu provar sua inocência. O vereador, que levou dois tiros na cabeça na segunda-feira, apresentou melhoras, mas sua quadro clínico continuava crítico.
O mototaxista Ederson de Almeida, 22, foi detido por investigadores da 6 Subdivisão Policial (SDP) depois da central receber uma denúncia anônima acusando-o de participar do crime. Ele tem uma moto que seria parecida com o modelo usado por dois homens (o garupa atirou no parlamentar).
Segundo a polícia, o motoqueiro provou inocência ao apresentar álibi que prestava serviços à comunidade no momento da tentativa de homicídio (há um ano, ele foi condenado por porte ilegal de arma). O primo dele, que estaria na moto na hora do disparos, foi liberado porque também apresentou álibi.
Assim, a polícia continua a colher depoimentos e a investigar quem manteve contato telefônico com Rabelo antes do atentado. Ontem, foi a vez da mulher do vereador, Jane Rabelo, ser ouvida. Ela repetiu que o marido falou das ameaças para ela (os dois são casados oficialmente, porém Rabelo namora com uma empresária). Jane disse que ela e seus filhos foram ameaçados, inclusive de sequestro.
Ontem, vereadores se reuniram com o superintende da Polícia Federal no Paraná, Guliano Maciel. Ele afirmou que a corporação está acompanhando o caso para ''ajudar e cooperar no que for necessário''. A polícia trabalha com hipótese de crime político, vingança, passional, narcotráfico ou acerto de contas.