Brasília O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) anunciou ontem à tarde que desistiu de presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cargo para o qual havia sido indicado pelo partido na semana passada. Acusado de participar de esquema que grampeou ilegalmente 86 pessoas na Bahia, o senador disse que tomou a decisão para evitar constrangimentos para si próprio, para o PFL e para o Senado.
''Acho que devo me afastar temporariamente até que o inquérito acabe, para depois eu definir se volto ou não'', afirmou, em entrevista coletiva em seu gabinete. ''Tenho certeza que a apuração de tudo isso vai demonstrar que sou uma vítima e não um réu.''
ACM viu crescer nos últimos dias a pressão para que não ficasse com a presidência da CCJ até que o caso fosse esclarecido. A instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os grampos ilegais também é alvo de discussão no Senado.
ACM agradeceu a solidariedade que teve de seu partido, citando o presidente da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC). ''Não fica bem constranger alguém e eu sei que constrange alguns. Não desejo que o Senado se diminua por isso'', afirmou.
O senador Edison Lobão (PFL-MA) deverá ser o indicado do partido para presidir a CCJ do Senado, em substituição a Antonio Carlos Magalhães. A informação foi dada ontem no final do dia pelo líder do PFL no Senado, José Agripino. Lobão foi indicado pelo próprio ACM.

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