Suspeita de bomba assusta Lula
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quinta-feira, 18 de agosto de 2005
Folhapress 
Brasília - A explosão de uma bolsa suspeita em frente ao Congresso ontem assustou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participava de almoço no Itamaraty, a menos de 200 metros da suposta bomba. A suspeita de bomba, que se revelou falsa, também fechou o acesso principal do Congresso Nacional durante uma hora e meia, no início da tarde.
Uma equipe do esquadrão anti-bomba do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) foi chamada e explodiu uma bolsa preta em que o artefato poderia estar, mas nada de ameaçador foi encontrado.
A bolsa foi abandonada em uma lanchonete do Senado por volta das 12h30 e chamou a atenção da segurança. Um exame no equipamento de raio-x revelou que havia fios e pedaços de metal no seu interior, o que levou os seguranças do Senado a levar o objeto até o lado de fora, em frente à entrada principal do Congresso, e a chamar a equipe especializada.
A área foi interditada e o acesso de carros ao prédio, bloqueado. Cinco veículos do corpo de bombeiros e três da PM foram mobilizados, com um total de 15 homens.
Seguindo a praxe em casos como esse, a bolsa foi colocada dentro de um recipiente e sofreu uma explosão controlada, como medida de segurança. A análise dos vestígios revelou a inexistência de explosivos dentro da bolsa.
Lula fora avisado do motivo da movimentação de ambulâncias e policiamento no local, mas não conseguiu conter o susto no momento da explosão. O barulho ecoou pelo salão, que é aberto e fica de frente para o Congresso.
Apreensivo, Lula - que naquele momento ouvia o discurso do presidente de São Tomé e Príncipe, Fradique de Menezes -, levantou a cabeça, arregalou os olhos e olhou para a rua. Depois virou para o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) e chegou a comentar: ''a bomba''. A primeira-dama, Marisa Letícia, também olhou para a rua assustada, assim como muitos convidados. O discurso de Menezes não chegou a ser interrompido.


