Por serem considerados suspeitos para a votação, três vereadores não estarão participando da sessão de hoje. José Belinati (PL) – que é irmão do prefeito cassado – além dos vereadores Elza Correia (PMDB) e Tercílio Turini (PSDB). Os dois últimos foram considerados suspeitos por serem autores de uma ação cívil que questiona a venda da Sercomtel. A ação tramita na 4ª Vara Cível de Londrina.
Ontem mesmo a Câmara convocou os suplentes Carlos Pinheiro (PDT), para substituir Belinati; Francisco Roberto (PT) – para o lugar de Elza – e Gerson Araújo (PSDB), no lugar de Turini. Araújo é candidato a vice-prefeito do candidato do PSDB a prefeito de Londrina, Luiz Carlos Hauly.
O pedido de suspeição de Elza e Turini foi deferido no final da tarde pelo procuradoria da Câmara, que aceitou os argumentos do advogado ad hoc Dely Dias das Neves. No pedido, Neves argumentou que o objetivo de afastar os dois da votação do segundo julgamento tem o objetivo de evitar alegação de nulidade futura.
‘‘Com este recurso na Justiça, eles não têm isenção para julgar o processo’’, afirmou Dely das Neves. Ele explicou que, como se trata de um requerimento protocolado junto à Câmara, não existe a possibilidade de recurso por parte dos vereadores. O requerimento foi protocolado no meio da tarde, endereçado ao presidente da casa, Flávio Vedoato. O parecer da procuradoria foi dado menos de uma hora depois do pedido ter sido protocolado junto ao Legislativo e surpreendeu os vereadores.
No primeiro julgamento de Belinati, em 21 de junho, Elza Correia também foi considerada suspeita e acabou não participando da histórica sessão. ‘‘Sinto a sensação de estar sendo cerceada’’, definiu a vereadora. Apesar de respeitar a decisão da procuradoria da casa, Elza disse discordar porque, como cidadã, tem direito a entrar na Justiça quando entende que cabe questionamento. ‘‘Não me sinto impedida, afinal entrei com ação judicial enquanto cidadã e aqui esperava cumprir meu dever, de mandato parlamentar’’, definiu a vereadora.
Tercílio Turini ficou sabendo de seu impedimento no final da tarde. Ele ainda procurou a assessoria jurídica da casa para se informar e ver se havia recurso. Convencido de que sua presença na sessão poderia ter consequências jurídicas futuras. Ele pretende acompanhar a sessão das galerias da casa, como um cidadão comum.
‘‘Sempre defendi que as coisas têm de ser feitas dentro da legalidade e transparência; mesmo com vontade participar sou obrigado a acatar a decisão’’, afirmou Turini. (P.L.)

TIRA-DÚVIDAS

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