Suruagy diz que
acusação contra
ele é ‘canalhice’
O ex-governador Divaldo Suruagy (PMDB) classificou de ‘‘canalhice’’ o envolvimento do seu nome no inquérito que apura a morte do coordenador de arrecadação tributária estadual da Fazenda, Silvio Vianna, assassinado a tiros por pistoleiros em 28 de outubro de 1996. Suruagy foi acusado pelo irmão da vítima, Sérgio Vianna, de ter sugerido ao então presidente da Associação dos Procuradores do Estado, Omar Coelho, que não exigisse a apuração do crime porque ‘‘teria gente grande envolvida’’.
Para esclarecer esse fato, o ex-governador foi ouvido ontem pela manhã, durante mais de três horas, em seu escritório por quatro delegados: dois da Polícia Federal (Marcos Omena e Joacir Avelino) e dois da Polícia Civil (Mário Pedro e Fernando Tenório), que estão à frente das investigações sobre a morte de Vianna. A pedido de Suruagy, o depoimento foi transferido da sede da PF para seu escritório, que vem sendo usado também como comitê de sua campanha a deputado federal. A promotora Silvana Abreu, que acompanha o caso desde o início, também participou de depoimento.
Suruagy negou ter mandado recado para Omar Coelho, por Marcelo Teixeira - então procurador geral do Estado -, alertando-o de que não deveria cobrar o esclarecimento do crime. ‘‘O que houve foi uma conversa informal com Marcelo Teixeira, quando eu demonstrei minha preocupação afetiva com o Omar Coelho’’, afirmou o ex-governador, acrescentando que logo após o assassinato de Vianna pediu à Secretaria de Segurança total empenho na elucidação do crime. ‘‘Além disso, solicitei duas vezes que o Ministério da Justiça designasse um delegado para acompanhar as investigações.’’
Os delegados questionaram o ex-governador sobre a escolha do ex-secretário estadual da Fazenda José Pereira de Souza - responsável pela formatação do processo de emissão das Letras Financeiras do Estado, que resultou em um prejuízo estimado em R$ 500 milhões. (AE)

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