Uma nova denúncia contra o presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), foi feita ontem pelo deputado federal Dr. Rosinha (PT). Agora, a acusação é que uma empresa de terceirização de mão de obra, a Parceria Serviços Patrimoniais Ltda., venceu duas licitações da Câmara, nas quais foi a única concorrente. Um sobrinho de Derosso, João Henrique Derosso Chu, seria um dos sócios da empresa.
Entre 2004 e 2009, a Parceria Serviços Patrimoniais recebeu R$ 1,2 milhão dos cofres do Legislativo municipal, o que é comprovado por Dr. Rosinha por meio de documentos obtidos na Junta Comercial do Paraná e no Portal do Controle Social, mantido pelo Tribunal de Contas do Estado. ''Descobrimos que o escândalo Derosso não se resume a contratos de publicidade. Além de cassar o mandato de Derosso, é preciso fazer uma ampla auditoria nos contratos da Câmara, em todas as áreas'', defende Dr. Rosinha. Ainda esta semana, o deputado promete protocolar a nova denúncia no Ministério Público do Paraná e sugerir à bancada petista da Câmara que o Conselho de Ética da Casa seja acionado mais uma vez.
A denúncia surge depois das acusações - que iniciaram em julho - de que Derosso teria beneficiado a esposa, Cláudia Queiroz Guedes, em contratos de publicidade da Casa e de anúncios que teriam sido pagos a um jornal fantasma. Derosso tem se negado a conversar com a imprensa sobre as denúncias, alegando orientação de seus advogados.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar denúncias contra o presidente da Câmara de Curitiba tem dois nomes da base aliada de Derosso nos dois cargos mais importantes da comissão: a presidência e a relatoria. Por quatro votos a três, o presidente eleito, ontem, foi o vereador Emerson Prado, líder tucano na Casa, e o relator será Denílson Pires (DEM).
A oposição que exerceu pressão dentro e fora da Câmara para que a CPI fosse instalada, apesar de ficar sem os cargos mais relevantes, defende que todas as sessões sejam abertas ao público. Além da CPI na Câmara, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Curitiba investiga as acusações contra Derosso, que ainda incluem nepotismo, por ter contratado uma cunhada em cargo de comissão.

mockup