Brasília O ministro José Arnaldo da Fonseca, do STJ, determinou ontem a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), do deputado distrital Pedro Passos (PTB-DF) e de outros suspeitos de envolvimento com grilagem de terras públicas na capital. Teoricamente, os atingidos pela decisão de José Arnaldo poderão recorrer ao próprio STJ e STF.
A quebra do sigilo fiscal atingirá as cinco últimas declarações entregues à Receita Federal. Já a quebra dos sigilos bancário e telefônico envolverá o período entre janeiro de 2001 e dezembro de 2002. Conforme o despacho de José Arnaldo, as informações fiscais, bancárias e telefônicas terão de chegar ao tribunal num prazo máximo de 30 dias. ''O governador já ofereceu ao Ministério Público e ao ministro da Justiça, no ano passado, a quebra de seus sigilos'', disse Paulo Fona, porta-voz de Roriz.
O ministro José Arnaldo também converteu em inquérito a notícia-crime encaminhada ao STJ pelo MP. Também indiciou Roriz, os irmãos Pedro, Alaor, Márcio e Eustáquio Passos, além de Vinício Jadisque Passo e Salomão Szervinski. José Arnaldo pediu à Polícia Federal que faça uma perícia em gravações de conversas telefônicas que tratariam de cobrança de propinas e grilagem de terras.

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