Suposto matador é ecologista
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terça-feira, 07 de maio de 2002
France Presse 
Rotterdan, HolandaO suposto assassino do líder da extrema-direita holandesa Pim Fortuyn, morto a balas na segunda-feira, é umm militante radical que luta pelos direitos dos animais, indicou ontem à AFP um integrante do partido de Fortuyn, Jim Janssen van Raaij.
Raaij confirmou que o suspeto detido pela polícia holandesa tem 32 anos e o identificou como Volkert van der Graaf, que já havia tido problemas com um criador de porcos que integra a lista Fortuyn, Wim van den Brienk.
A justiça holandesa negou-se a difundir a identidade do suposto assassino, mas afirmou que aparentemente ele estava vinculado ao movimento ecologista.
A organização Ecologia ofensiva, que defente os direitos dos animais, confirmou que o homem preso é militante dessa formação e muito ativo na luta contra a bioindústria.
Na residência do suspeito, a polícia encontrou cartuchos do mesmo calibre que os achados no local do crime, indicou a polícia.
O homem continua se negando a prestar depoimento. Ele não tem antecedentes judiciais, mas os serviços de inteligência já o conheciam, indicou um dirigente do ministério da Justiça.
ComentárioO assassinato do líder da extrema-direita holandesa, Pim Fortuyn, é consequência da satanização impulsionada pela esquerda em toda a Europa contra seus opositores, assegurou ontem Umberto Bossi, líder do movimento populista e xenófobo Liga Norte.
Umberto Bossi, de 60 anos, acha que Pim Fortuyn não podía ser considerado um político de extrema-direita. Fortuyn fazia parte do sistema. Não estava contra Europa e denunciava que na Holanda havia muitos imigrantes. Com isso dava respostas justas às interrogações das classes populares, comentou.


