Um dos réus da ação do Ministério Público (MP), João Neto do Prado Souza, que prestava serviços para a SP Alimentação na época da contratação, tem um cargo no governo do Estado como diretor técnico de classificação da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar) - vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) - e foi nomeado para o cargo em janeiro de 2011.
O MP sustenta que Souza atuava como ''lobista do grupo, recebendo comissões sobre cada contrato intermediado para o Grupo SP Alimentação''. Na ação, os promotores de Justiça Leila Voltarelli e Renato de Lima Castro detalham que ele ''realizou os primeiros contatos com a administração pública de Londrina com o propósito de apresentar as vantagens do sistema terceirizado e convencer a administração pública local a substituir o sistema direto. Nesses contatos preliminares (...) já mencionou a possibilidade do pagamento de vantagens financeiras aos agentes públicos, como parte do acordo''.
O diretor não foi localizado na Claspar, nem atendeu as ligações feitas para seu celular. Procuradas, a assessoria de imprensa do governo do Estado preferiu não se manifestar sobre o assunto, assim como a da Seab.

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