Curitiba – O engenheiro paulista Shinko Nakandakari, sócio majoritário da LFSN Consultoria e Engenharia Ltda., e apontado pela empreiteira Galvão Engenharia, como "emissário do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, encarregado da "contabilidade" da propina a ser paga nos contratos da Galvão com a Petrobras", negou todas as acusações e se dispôs a prestar esclarecimentos à investigação.
Em petição protocolada ontem por seus advogados, na Justiça Federal e na Polícia Federal (PF), Shinko se colocou à disposição para "colaborar com as investigações em tudo o que for necessário". Ele foi acusado pela defesa do executivo Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, de receber da empreiteira R$ 8,3 milhões em propina entre 2010 e 2014.
Conforme a defesa de Erton, a propina teria sido paga "a partir de uma efetiva ameaça de retaliações das contratações que a Galvão Engenharia tinha com a Petrobras caso não houvesse o pagamento dos valores estipulados de maneira arbitrária, ameaçadora e ilegal".
Os advogados de Shinko afirmam que a versão apresentada pela defesa da Galvão Engenharia "não corresponde com a verdade", e também requereram cópia integral dos autos da investigação, "notadamente do depoimento prestado por Erton Medeiros Fonseca e de tudo mais que envolva o seu nome (Shinko Nakandakari) a fim de que possa ter ciência de todos os fatos e, ainda, prestar às autoridades os esclarecimentos necessários".
Finalmente, a defesa reforça que Shinko "salienta estar à inteira disposição da PF, Ministério Público Federal e da Justiça Federal para colaborar com as investigações em tudo o que for necessário, podendo ser intimado no endereço onde mantém residência". (R.C.J.)

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