CRIME ORGANIZADO Suposto atentado tumultua CPI no PR Tiro que teria sido disparado numa das entradas da AL suspendeu trabalhos e provocou tensão nos parlamentares Mauro FrassonSUSTOMagno Malta, (ao fundo, com o microfone), pede calma aos deputados: tumulto durou cerca de cinco minutos Leandro Donatti De Curitiba A CPI do Narcotráfico teve que suspender temporariamente suas atividades ontem em Curitiba. Um suposto tiro, disparado às 21h41, de fora para dentro, em direção ao acesso exclusivo dos deputados, na lateral esquerda do Plenarinho da Assembléia Legislativa, causou tumulto geral. Ninguém saiu ferido, mas o corre-corre causou pânico entre os deputados da CPI e os jornalistas que cobriam o depoimento do policial civil Edimir Silveira. O secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira e o presidente da Assembléia, Nelson Justus (PTB), foram chamados às pressas para acompanhar o trabalho dos seguranças que tentaram descobrir o foco do suposto disparo. Até o fechamento desta edição, a polícia técnica ainda não tinha uma conclusão. O tumulto durou cerca de cinco minutos. Desencadeou-se com um grito do capitão Porto, responsável pela segurança do recinto. O capitão avisou aos deputados e jornalistas para se deitarem ao chão. O deputado federal Robson Tuma (PFL-SP) começou a gritar histericamente dizendo que nada iria ‘‘intimidar’’ a comissão. Tuma bateu boca com o vice-presidente da Comissão Especial de Investigações (CEI) criada pela Assembléia para dar suporte à CPI, Algaci Túlio (PTB). ‘‘Este foi o primeiro atentado efetivo contra a CPI. Já recebemos muitas ameaças, mas até agora nenhum atentado’’, avaliou o relator da CPI, deputado federal Moroni Torgan (PFL-CE). ‘‘Tentaram nos intimidar, mas a CPI continua com toda a força’’, completou o deputado. Mais moderado, o deputado Padre Roque Zimmermann (PT-PR) disse que não houve qualquer tipo de atentado, ‘‘mas uma palhaçada para nos assustar’’. ‘‘Vamos manter o nosso cronograma’’, assinalou. Padre Roque disse que desde o início da semana vem pedindo reforço para a Polícia Federal. Nelson Justus disse que a Assembléia ‘‘não se furtou’’ em apoiar os trabalhos. ‘‘Em momento algum esta Casa, com a ajuda do governo e da Secretaria de Segurança, furtou-se a ajudar desde alimentação, hotel. É um dever nosso. Tomara que encontrem o projétil’’, assinalou. Para Cândido Martins, a confusão não passou de um ‘‘incidente lamentável ainda não definido’’. Na retomada dos trabalhos, estava previsto o depoimento do empresário Alfons Gardemann, cuja convocação foi anunciada no final da noite. Ele foi proprietário da AG Câmbio e Turismo de Londrina, atualmente desativada. A agência foi citada no ano passado pela CPI como uma das suspeitas de lavagem de dinheiro.

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