O ranking das dez maiores autuações é completado por uma fabricante de equipamentos individuais, de Apucarana, multada em R$ 23 milhões após revisão feita pelas forças-tarefas da Corregedoria.
O dono desta empresa, na Publicano 2, é acusado de corrupção ativa porque teria dado R$ 800 mil em propina para auditor da Receita Estadual. O valor, conforme a denúncia do MP, foi parcelado em 10 vezes (entre fevereiro e dezembro de 2014) e usado na campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB), fato negado tanto pelo governador quanto por seu partido.
Ainda de acordo com a denúncia, baseada em depoimentos do auditor Luiz Antonio de Souza, delator do esquema, a ordem para arrecadação de propina para a campanha teria partido do empresário Luiz Abi Antoun, parente distante de Beto, e sido supervisionada pelo ex-delegado em Londrina Márcio de Albuquerque Lima.

PUBLICANO 1
O promotor Jorge Barreto da Costa, coordenador do Gaeco, explicou que juntou ao processo da Publicano 1 os relatórios das forças-tarefas para "reforçar as provas que produzimos até agora, seja por documentos ou oitiva de testemunhas e interrogatórios".
Além disso, afirmou, as autuações demonstram que efetivamente havia acordos de corrupção, prevendo, de um lado, a sonegação fiscal, e, por outro, a exigência de propina. "Os dados da força-tarefa revelam que empresas foram autuada em valores insignificantes ou não foram autuadas, mesmo não tendo recolhido os impostos da forma devida". (L.C.)

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