Suplicy vai a Israel para encontros com Sharon e Arafat
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domingo, 13 de julho de 2003
Fabio Telles<br> Agência Estado 
São Paulo - O senador Eduardo Suplicy (PT-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, viajou ontem para Tel Aviv, capital de Israel, como representante do governo brasileiro para participar de uma série de eventos e reuniões que pretendem explicar o processo de paz que se tenta implantar na região do Oriente Médio para parlamentares da América Latina.
Ele deverá se encontrar com primeiro-ministro israelense Ariel Sharon e o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat. ''Vou tentar compreender melhor o processo e levar para eles a relação de igualdade que existe aqui no Brasil'', disse ele, referindo-se à convivência entre as colônias judaica e árabe no Brasil.
Suplicy vai levar uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Ariel Sharon e Yasser Arafat. De acordo com Suplicy, o presidente Lula manifesta na carta o desejo de que as boas relações das comunidades judaica e árabe no Brasil possam contribuir de alguma forma para o processo de paz no Oriente Médio.
Hoje, às 19 horas, Suplicy tem um encontro agendado com Arafat, na cidade palestina de Ramallah. Com Sharon, ainda não foi acertada uma data para um encontro, segundo o senador.
Suplicy teve uma reduzida participação na reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, onde apenas realizou a leitura de uma carta entregue ao presidente do PT, José Genoino, em que defende o parágrafo 2º do Artigo 67 do estatuto para que os parlamentares possam ter liberdade de não votar com o consenso por ''graves objeções de natureza ética, filosófica, religiosa ou de foro íntimo''.
Foi a maneira que o senador encontrou de criticar a decisão petista de não aceitar votos contrários a orientação do governo para a reformas da Previdência, conforme decidido anteontem na reunião do Diretório.
O senador revelou também que teve um encontro, na manhã de domingo, com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, para melhor explicar seu projeto relacionado à renda mínima. Ele o presenteou com um exemplar de seu livro, para que ficasse no gabinete, afirmou.


