Suplicy: 'Sou mais aceito que Lula'
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sábado, 16 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) decidiu encostar o partido na parede. Assim como no Paraná, onde não há consenso sobre o nome que vai disputar o governo do Estado, Suplicy não desiste de enfrentar Luiz Inácio Lula da Silva numa prévia para a indicação do candidato a presidente da República.
Na prática, Suplicy sabe que a possibilidade de vencer Lula é remota. Mas parece animado com o apoio recebido nos últimos dias, mesmo por parte de eleitores que não votarão na prévia marcada para 17 de março. Sou mais aceito que Lula, diz.
Não há, porém, possibilidade de o senador sair da legenda. Aos 60 anos, avô de primeira viagem há apenas três dias, ele proclama: O PT é uma decisão para a vida. De qualquer forma, não esconde que foi sondado por vários partidos. De Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ouviu que os liberais teriam mais facilidade para aceitá-lo como candidato do que o próprio Lula.
Na briga para defender suas idéias, ele não se preocupa em provocar mal-estar com sua insistência em debates. Desta vez, fica mais difícil para a coordenação da campanha e para o próprio Lula acharem que a renda mínima pode ser colocada como uma coisa menor, argumenta. Vai mais longe: Minha candidatura está fortíssima e Lula começa a ficar preocupado.
Suplicy defende ainda outra prévia: agora, com os filiados dos partidos aliados, para escolher o candidato a vice-presidente. Diz ter muito respeito pelo senador José Alencar (PL-MG), industrial cotado para vice de Lula. Mas lança uma dúvida que lhe tira o sono: Será que os empresários do PL já têm a compreensão da renda mínima?
Hoje, em São Paulo, Suplicy lança o livro Renda de Cidadania A Saída é pela Porta. Na lista de agradecimentos, cita até o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o ex-senador Antônio Carlos Magalhães (PFL). A prefeita Marta Suplicy (PT), de quem está separado desde abril, recebeu seis linhas de agradecimento, enquanto a escritora e atual namorada, Ana Miranda, obteve 13.


