Suplicy quer ivestigação sobre venda
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de maio de 1999
Marcos Zanatta 
Marcos NegriniSenador Eduardo Suplicy quer duas CPIs para investigar o caso da privatização do sistema Telebrás: uma para saber se houve irregularidades no processo de venda da estatal e outra sobre os grampos telefônicosO senador Eduardo Suplicy (PT/SP) prometeu, em Maringá, onde visitou sem-terra presos, que vai lutar pela abertura de duas CPIs para investigar a privatização da Telebrás. Uma para vermos se houve irregularidades no processo de venda da estatal e outra sobre os grampos telefônicos, esclareceu. Ele garantiu que durante esta semana vai agilizar o pedido de abertura das duas comissões de inquérito. O presidente Fernando Henrique deveria estar magoado com a situação, declarou.
Segundo Suplicy, a CPI do grampo tem que levantar de onde vem o interesse em desestabilizar o governo. Parece que partiu de pessoas do próprio governo, preocupadas com os atos ilegais, afirmou. A comissão sobre a privatização, diz o senador, vai mostrar se houve irregularidade em todo o processo. Ele explicou que o leilão é uma forma de licitação e deveria se basear nas regras de legalidade, imparcialidade, publicidade e antes de mais nada ser impessoal. O que está comprovado pelas gravações é que o governo feriu todos esses princípios.
Suplicy lembrou ainda que não é preciso ser advogado para ver que existem evidências de crime. A base do governo alega que não houve crime porque o grupo favorecido pelo governo não ficou com a estatal, mas isso qualquer leigo sabe que não anula a intenção ilegal.
As duas CPIs, diz Suplicy, são a oportunidade que o presidente Fernando Henrique terá de esclarecer todas as denuncias. Como a base governista descarta a instalação das comissões, vamos recolher assinaturas para um pedido público, anunciou. Ele não soube precisar a quantidade de assinaturas necessárias.
O senador quer ainda que a CPI do sistema financeiro convoque acionistas e dirigentes de instituições de crédito. Precisamos ouvir os bancos que foram comprados e os compradores. Existem evidências de riqueza de grupos auxiliados pelo Proer, afirmou.


