Suplicy pede rebelião contra marajás
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sexta-feira, 11 de abril de 1997
Agência Estado de Brasília 
Agência Estado
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Voz do BrasilSuplicy mostra o número para que os cidadãos se manifestem: mensagens serão encaminhadas aos senadoresO senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fez um apelo ontem às pessoas que não concordam com a adoção de um extrateto de R$ 21,6 mil para políticos que manifestem sua indignação. O teto já aprovado no texto da reforma administrativa prevê teto único de R$ 10,8 mil, mas um acordo pode garantir privilégios para políticos. Suplicy sugeriu que a sociedade se manifeste em relação ao assunto através da Voz do Cidadão, um serviço gratuito prestado pelo Senado. Basta ligar para 0800-612211 e dizer o que acha do assunto. As mensagens são encaminhadas aos senadores.
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) anunciou que pediu à CPI dos Títulos Públicos a quebra do seu sigilo bancário, telefônico e fiscal. Também fez um apelo para que os colegas senadores-relatores de processos para emissão de títulos por Estados e municípios façam o mesmo. Com isso, o relator da CPI, Roberto Requião (PMDB-PR) poderá trabalhar com mais tranquilidade, afirmou Suplicy, que relatou o processo para a emissão de títulos do município de Campinas destinados ao pagamento de precatórios.
Suplicy divulgou sua resposta ao questionário que está sendo preenchido por todos os relatores destes processos de emissão de papéis públicos. Na resposta, ele explica que no parecer de Campinas foi assessorado por sua chefe de gabinete, Edwiges Cardoso, e pelo consultor do Senado, José Luiz Lobo Paiva. O senador anexou nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado na qual concluiu-se que o pleito da prefeitura de Campinas estava de acordo com o que determinam a Constituição e a Resolução 69/95 do Senado (que regulamenta o endividamento público).
Ele teve 13 dias para analisar o processo e contou ter sido procurado em seu gabinete pelo secretário de Finanças de Campinas, Geraldo Biasoto Júnior, interessado em complementar as informações do processo.
A decisão também foi influenciada, segundo Suplicy, pelas informações fornecidas pelo Banco Central, e por votações semelhantes ocorridas no Senado. Suplicy anexou ainda trechos do depoimento de Geraldo Biasoto à própria CPI, na qual o então secretário confirma que havia garantido à Suplicy que os recursos seriam integralmente usados no pagamento de precatórios. O secretário diz que não pôde cumprir a palavra por causa da crise administrativa que se seguiu à doença e à morte do prefeito, vítima de câncer.


