Suplicy é atacado
por cão ao socorrer
manifestante
O momento mais tenso da manifestação contra o desemprego, quando os manifestantes tentativam derrubar as cercas de proteção do prédio do Congresso, refletiu no plenário do Senado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) entrou correndo no recinto, com a calça rasgada, puxando pela mão um homem com o rosto ensanguentado. Suplicy reclamou aos berros da violência policial do lado de fora do Congresso. E, antes mesmo de algum colega se manifestar, levou o professor da Universidade do Piauí Iremar Gomes Leite e seus dois acompanhantes para o serviço médico exclusivo dos senadores. O professor foi encaminhado pelos médicos ao Hospital de Base para tratar de uma lesão na córnea.
O presidente interino do Senado, Geraldo Melo (PSDB-RN), reagiu contra o procedimento de Suplicy. ‘‘Este recinto não pode ser invadido’’, disse. Suplicy tentou falar no momento em que a palavra havia sido concedida ao senador Esperidião Amin (PPB-SC). Houve um começo de bate-boca, mas foi Amin quem falou contra a tentativa dos manifestantes de invadirem prédios públicos. Ele disse que a gravidade da situação o obrigava a fazer um apelo ao bom senso. ‘‘A busca de diálogo pressupõe a sensatez e o desprendimento.’ ‘‘E esse esforço todos aqui sabem que o Senado tem feito.’ Suplicy, com a palavra, explicou que ele, o professor ferido e os dois acompanhantes foram barrados por um policial militar e atacado por um cão da PMquando procurava socorro médico, mesmo tendo ele se identificado como senador. (AE)

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