As mudanças partidárias estão acontecendo até com quem ficou apenas na suplência na Câmara. É o caso do suplente de vereador do PHS, Lourival Germano, que assumiu a vereança no período de setembro de 2001 a dezembro de 2002, desfiliou-se do PHS e ingressou no PT há cerca de 20 dias.
''Tive alguns convites, mas como tinha relacionamento político com o PT, optei por ele'', reconheceu Germano, atual diretor de Turismo, da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e candidato à reeleição.
Mais prudente, o vereador Paulo Arildo (sem partido), ligado ao Grupo de Renovação Carismática, da Igreja Católica, disse que somente tomará uma posição na primeira quinzena de agosto, após reunião que fará com o grupo que o apóia em 28 de julho. ''Não quero ficar pulando de partido em partido'', admitiu. Arildo estuda propostas do PMDB, PSDB, PFL, PPS e o novo PSDC.
O vereador Roberto Ávila Scaff, ex-líder do PDT na Câmara, atualmente sem partido, também tem sido muito requisitado para conversas partidárias. ''Por enquanto estou em quarentena'', afirmou. Entretanto, sua atração está dividida entre o PSDB e o PFL.
Os colegas de plenário, os tucanos Tercílio Turini e Roberto Kanashiro, não abrem mão de seu retorno ao PSDB. ''Sempre me dei bem no PSDB'', disse Beto Scaff, referindo-se aos seus dois mandatos como vereador pelo partido. Porém, o assédio maior parte do PFL. Os convites vêm do presidente do diretório estadual, deputado Abelardo Lupion, do presidente do diretório local, Farage Kouri, do líder Otávio Pereira Filho e do deputado estadual Durval Amaral. ''Essa decisão pode ocorrer a qualquer dia'', concluiu.

mockup