Brasília - Ao assumir a vaga de Natan Donadon na Câmara dos Deputados, Amir Lando (PMDB-RO) disse que volta ao Congresso para defender sua antiga marca: a bandeira anticorrupção. "A corrupção está corroendo sobretudo as instituições do País. Nós não podemos mais conviver com este tipo de desperdício", afirmou o suplente. Na tarde de ontem, Lando substituiu oficialmente Donadon, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 13 anos de prisão por peculato e formação de quadrilha e cumpre sua pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Na chegada, Lando disse que, como qualquer cidadão, ficou indignado com a manutenção do mandato parlamentar de Donadon e que o povo tem "o direito de execrar" o episódio, mas que cabe aos parlamentares "criar algo novo para apagar esse momento obscuro do Congresso". O mais novo deputado da Câmara disse que a "herança didática" da sessão da última quarta-feira deve ser a extinção do voto secreto através da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Voto Aberto. "Ou a gente muda, ou seremos mudados", previu o novo parlamentar.
Lando afirmou que o Congresso vive um momento de crise, que é possível resgatar a imagem do Parlamento, mas que a sociedade exige mudanças. O peemedebista defendeu o restauro da moralidade pública, da ética na política e de mais transparência nas ações da Câmara. "Temos realmente de devolver a credibilidade a esta Casa", concluiu. Ele ainda criticou o corporativismo do Congresso e disse que a população não quer assistir mais a situações como a vivida anteontem.

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