BRASÍLIA - O suplente de deputado Pedro Yves (PMDB-SP) qualificou de ‘‘violência’’ a forma como foi substituído no cargo pelo deputado Luiz Carlos Santos (PMDB-SP), que se licenciou do Ministério de Assuntos Políticos para votar a favor da reeleição. ‘‘Fui tirado porque sou peemedebista e obedeceria a recomendação de só votar a emenda da reeleição depois do dia 17’’, afirmou.
Pedro Yves disse que só ficou sabendo da substituíção ontem à tarde. Ele contou que na quarta-feira passada fora procurado por Luiz Carlos Santos, que indagou como votaria na reeleição. Ao saber da posição contrária do suplente, Santos disse que estava cansado de ser ministro e que gostaria de voltar ao cargo. ‘‘Entendi a afirmação como uma ameaça’’, disse Yves.
Depois de procurar Pedro Yves durante toda a noite de segunda-feira e manhã de ontem, Luiz Carlos Santos assumiu o cargo. ‘‘Eu estava preso na Marginal Tietê, inundada pelas águas das chuvas, e não pude responder a nenhum telefonema’’, justificou Pedro Yves, já posto sob suspeita pelos governistas. ‘‘Ele não retorna nenhum telefonema’’, comentou o líder do governo na Câmara, Benito Gama (PFL-BA).
Irritado, Pedro Yves procurou ontem, às 17 horas, o líder do PMDB, Michel Temer (SP), para tomar satisfação. Temer chamou Santos e tentou fazer as pazes entre os dois. O ex-ministro prometeu que volta hoje ou amanhã para o Ministério e devolve a vaga ao suplente. Mesmo assim, Pedro Yves não ficou satisfeito: ‘‘Não quero ser deputado de meia colher’’, respondeu. ‘‘Nem minha honra nem minha dignidade têm preço.’’

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