Suplente responde a inquérito policial
José Aleksandro da Silva (PFL-AC), primeiro suplente do deputado Hildebrando Pascoal é acusado em inquérito policial de ter praticado, como primeiro-secretário da Câmara Municipal de Rio Branco, os crimes de extravio de documento público, peculato, falsidade material, falsidade ideológica e formação de quadrilha.
A CPI do Narcotráfico também incluiu Aleksandro na lista de pessoas que devem sofrer mais investigações por suposto envolvimento com o tráfico de drogas no Acre. As denúncias devem ser analisadas pela Corregedoria da Câmara dos Deputados caso Aleksandro tome posse.
Evangélico da Igreja Assembléia de Deus, ele diz que não tem qualquer relação pessoal ou política com Pascoal, acusado de chefiar um esquadrão da morte no Acre. ‘‘Ele tem a vida particular dele, eu cuido da minha’’, disse o vereador, em entrevista concedida à ‘‘Folha de S.Paulo’’ no mês passado, quando denúncias contra Hildebrando Pascoal aumentaram as chances de sua cassação. Aleksandro disse que sofre apenas um processo na Justiça, aberto em junho, por suposta fraude em licitação.
O vereador acusa o promotor de Justiça da Coordenadoria de Defesa do Patrimônio Público do Acre, Cosmo Lima de Souza, de mover campanha contra ele. A ‘‘Folha de S.Paulo’’ apurou que o vereador foi denunciado este ano pelo Ministério Público Estadual por suposta fraude em licitação aberta pela Câmara Municipal, no valor de R$ 7,9 mil, para a compra de material gráfico. A seguir, trechos da entrevista:
Ontem, Aleksandro da Silva enviou defesa prévia à Mesa da Câmara e a parlamentares do PFL. Ele afirma que está sendo perseguido politicamente no Estado, governado pelo petista Jorge Viana. Em sua defesa, o suplente de deputado afirma que denunciou ‘‘desvio de recursos públicos por meio de nomeação de pessoas ligadas ao PT’’ para cargos em comissão.
O vereador anexou à sua defesa carta assinada pelos presidentes do PMDB, Jader Barbalho, do PFL, Jorge Bornhausen, e do PPB, Pedro Corrêa (interino), na qual eles encaminham reclamação de prefeitos acusando o governador petista de discriminação política na distribuição de verbas no Estado.
O deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) apresentou ontem pedido formal ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para que não dê posse ao suplente. Temer determinou à assessoria da Casa que investigue se há sentença condenando o suplente, única forma constitucional de impedir a posse. ‘‘Vou examinar se há sentença. Se não houver, vai tomar posse’’, afirmou.

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