Suplente de Requião é preso em Londrina
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O empresário Luís Mussi (PMDB), que já foi secretário especial do governo do Paraná e hoje é o segundo suplente do senador eleito Roberto Requião (PMDB), foi preso no início da noite de quarta-feira no Aeroporto Governador José Richa, em Londrina, quando tentava embarcar para Curitiba com uma caixa com 25 projéteis de uso restrito. A Infraero acionou a Polícia Militar, que encaminhou o empresário para a 10 Subdivisão da Polícia Civil de Londrina. O superintendente da Infraero em Londrina, Marcus Pio, informou que não houve tumulto.
O advogado do empresário, Walter Bittar, disse à Reportagem que seu cliente não se lembrava de ter guardado os projéteis ali. ''Ele passou pelo detector de metal e apitou, uma, duas, três vezes. Daí, ele mesmo abriu uma das suas pastas de trabalho e encontrou os projéteis. É uma caixa pequena, que provavelmente é dele, mas ele nem se lembrava que ela estava ali'', defendeu Bittar.
O advogado admitiu que Mussi precisaria estar com uma licença especial para transportar aquele tipo de projétil. Um inquérito foi aberto para apurar o caso. Mussi deve responder por porte de munição de uso restrito, o que pode gerar uma pena de 3 a 6 anos de reclusão. Questionado pela Reportagem, Bittar não soube informar por que o empresário adquiriu os projéteis e também não soube informar com certeza se seu cliente possui armas. ''Acho que ele tem uma única arma na residência dele, e que está registrada'', respondeu ele. A Reportagem ligou para o celular de Mussi, mas não houve retorno. Ele já estaria em Curitiba.
Ainda segundo o advogado, Mussi teria chegado à 10 Subdivisão da Polícia Civil entre 20 e 21 horas e teria sido liberado por volta das 3 horas da madrugada de ontem. Embora preso em flagrante, o empresário conseguiu relaxamento alegando entre outras coisas ser réu primário e ter residência fixa. ''Há uma jurisprudência do STF (Supremo Tribunal Federal) que permite o relaxamento por causa da pequena quantidade (de projéteis)'', acrescentou ele. O despacho foi do juiz de plantão Mário Azzolini.
A delegada de plantão Elaine Ribeiro, titular da Delegacia da Mulher, é quem deve conduzir o inquérito, segundo o chefe da 10 Subdivisão da Polícia Civil, Sérgio Luiz Barroso. Ele disse ainda à Reportagem que o inquérito deve ser concluído antes do prazo legal, que é de 30 dias no caso de réu solto.
Entre as empresas de Mussi, está o Canal 21, que mantém um contrato com a Assembleia Legislativa para transmitir as sessões plenárias dos deputados estaduais. Sua filha Paula Mussi é casada com o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB), primeiro secretário da Assembleia Legislativa.


