Curitiba - A Prefeitura de Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) corre contra o tempo para que a Câmara Municipal libere mais uma suplementação orçamentária. O dinheiro seria necessário para garantir a merenda escolar e o pagamento de funcionários nos próximos meses. A prefeitura alega ter recursos em caixa, mas aponta que uma briga política com a Câmara tem complicado a aprovação das suplementações.
Três delas a prefeitura conseguiu que fossem aprovadas recentemente, para pagar combustível e coleta de lixo, entre outras despesas. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, caminhões de lixo não teriam sido abastecidos para que as ambulâncias pudessem circular. Segundo aliados da prefeita Nelise Dalpra (PSDB), a Câmara tem complicado a aprovação dos projetos de suplementação porque o presidente do Legislativo, Nilson Falavinha (PDT), teria interesse em se candidatar a prefeito no ano que vem. O vereador nega.
De acordo com ele, os projetos não são compatíveis com o orçamento do município. Por mês, o orçamento gira em torno de R$ 3 milhões, segundo dados da prefeitura. As suplementações, no total, somariam R$ 9 milhões. Falavinha disse que a Câmara não vai se colocar contra a população, mas o quarto projeto de suplementação ainda precisa passar por ajustes para poder ser votado. A prefeitura disse que a Secretaria Municipal da Administração vai analisar o projeto assim que ele for devolvido pela Câmara.

mockup