Leandro Donatti
De Curitiba
Os dois paranaenses acusados de envolvimento com o esquema de obras superfaturadas na Prefeitura de São Paulo, durante a gestão do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB), Joel Gonçalves Pereira e Francisco Sacerdote, estão sumidos. A Folha tentou localizá-los ontem em Curitiba. Joel Gonçalves, acusado de fornecer notas frias para encobrir o esquema, conforme denúncia feita anteontem pelo ‘‘Jornal Nacional’’, não apareceu em seu apartamento durante todo o dia.
Francisco Sacerdote, apontado como um ‘laranja’ no esquema, está em São Paulo, conforme relato de sua filha Jeane. O contador pretende conceder uma entrevista coletiva entre hoje e amanhã. Francisco Sacerdote passou o dia reunido com seus advogados em São Paulo. A filha garante que o pai não conhece o empresário Joel Gonçalves e que nunca prestou serviços à empresa – ‘fantasma’ – Lavicen Construções. ‘‘Ele vai se defender. Não temos nada a ver com isso’’, disse Jeane.
O ex-prefeito Paulo Maluf começou a sua defesa ontem mesmo. Distribuiu nota oficial rebatendo as acusações de que teria recebido propinas. De acordo com as denúncias feitas por um ex-funcionário de uma das empreiteiras que mantinham contratos com a Prefeitura, Maluf chegou a receber R$ 100 milhões e o seu auxiliar Reynaldo de Barros, ex-secretário de Obras e Vias Públicas, R$ 30 milhões.
O vereador Vicente Cândido (PT) entrega hoje ao Ministério Público novos documentos que mostram o suposto esquema de superfaturamento de obras na gestão de Maluf na prefeitura. (Com Agência Estado)

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