O superávit de R$ 763 mil nos quatro primeiros meses do ano não foi suficiente para animar o prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS). De janeiro a abril, a prefeitura arrecadou R$ 13,6 milhões e gastou R$ 12,8 milhões, mas o prefeito esperava uma arrecadação melhor. ‘‘Contávamos com um crescimento de 10% das receitas, o que não ocorreu’’, disse.
O balanço do primeiro quadrimestre do ano foi feito anteontem à noite em audiência pública realizada no Teatro Municipal. Cerca de 150 pessoas assistiram à prestação de contas exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Tezelli disse que terá que ‘‘tomar providências’’ para não ter problemas no final do ano.
‘‘O crescimento de nossas receitas em relação ao mesmo período do ano passado foi quase zero’’, lamentou o secretário municipal de Fazenda e Administração, Carlos Alberto Lopes Pequito. A prefeitura arrecadou apenas 0,73% a mais do que nos quatro primeiros meses de 2000. O percentual não considera o índice inflacionário do período, de cerca de 6%.
Em Cascavel, a administração também apresentou superávit de R$ 9,2 milhões nas contas. A informação foi dada pelo prefeito Edgar Bueno (PDT), anteontem, durante audiência pública. Ele explicou que a arrecadação no primeiro quadrimestre foi de R$ 34.069.154,52, sendo que as despesas somaram R$ 24.838.132,78.
‘‘Foi muito esforço para cumprirmos a meta de superávit e diminuirmos a dívida herdada da administração passada, que passava dos R$ 40 milhões’’, afirmou Bueno.
As contas da Prefeitura de Apucarana foram fechadas com um superávit de R$ 1,2 milhão, segundo o prefeito Valter Aparecido Pegorer (PFL), que realizou audiência anteontem. De acordo com o relatório, o total de despesas no período somou R$ 9,8 milhões, enquanto que as receitas, decorrentes de impostos, taxas e repasses foi de R$ 11 milhões.
Na audiência, Pegorer também fez uma exposição demonstrando ao público as principais realizações da prefeitura, dando destaque ao Programa de Ensino em Tempo Integral, já implantado em 28 das 34 escolas da rede municipal de ensino.
O prefeito de Apucarana lamentou o reduzido número de pessoas que acompanhou o evento. ‘‘Aceito a crítica, mas ela deve ser fundamentada e o momento adquado para isso é a audiência pública de prestação de contas. Quem não veio terá agora que esperar por mais quatro meses para reclamar’’, comentou. (Colaboraram Gilmar Agassi, de Cascavel, e Maurício Borges, de Apucarana)

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