Políticos dos três estados do Sul se reúnem amanhã, em Florianópolis (SC), para definir estratégias conjuntas contra a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que retira 12,4% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul perderão, juntos, mais de R$ 250 milhões este ano caso o FEF seja prorrogado. O levantamento é da assessoria do deputado federal Paulo Bernardo (PT).
O levantamento mostra que o prejuízo do Paraná será R$ 101 milhões, seguido do Rio Grande do Sul (R$ 98 milhões) e Santa Catarina (R$ 54 milhões). Cálculos da assessoria do deputado apontam que a perda total deste ano para todos os Estados e municípios brasileiros será de R$ 2,2 bilhões, um aumento de 38% em relação ao ano passado. Apesar da tentativa de união dos estados do Sul, o FEF causará o maior prejuízo na região Nordeste, que deve perder R$ 988 milhões este ano.
A reunião em Florianópolis é uma iniciativa do presidente da Federação Catarinense de Associações dos Municípios (Fecam), Alexandre Passos Puzyna. O presidente da Associação dos Municípios do Paraná, José do Carmo Garcia, participa do encontro, acompanhado de presidentes de associações microrregionais. A relatora do projeto de prorrogação do FEF, deputada Yeda Crusius (PSDB-RS), também foi convidada.
‘‘Nós, do Sul, temos que falar a mesma língua. Lutar separado não adianta’’, defendeu Puzyna à Folha. Ele convidou deputados estaduais, federais e senadores dos três estados para a reunião, marcada para às 9 horas, na Assembléia Legislativa de Florianópolis.
‘‘Nossos representantes têm que se sensibilizar que recursos não são uma brincadeira’’, argumenta Puzyna, que é prefeito do município de Porto União pelo PMDB. Do encontro deve sair uma carta que será encaminhada ao Palácio do Planalto. Os organizadores também pretendem mobilizar outros estados do País na luta contra a prorrogação do FEF, que vence em junho, mas que o governo Federal quer ampliar até 1999, sob o argumento de combater o déficit público. Com o FEF, o governo fica livre para realocar até 20% de sua receita orçamentária.

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