Suicida morre em atentado
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2002
France Presse 
Jerusalém Um camicase palestino morreu ontem de manhã na localidade árabe israelense de Taibeh ao detonar uma bomba junto do veículo em que se encontravam dois membros dos serviços de segurança israelenses, que resultaram gravemente feridos, anunciou a rádio militar. A explosão ocorreu sob uma ponte na localidade de Taibeh (a uns 30 km de Tel Aviv), em um setor situado perto da cidade autônoma palestina de Tulkarem (Norte da Cisjordânia).
Os dois feridos foram levados para o Hospital Meir, de Kfar Saba, situado nas proximidades.
A polícia israelense está em alerta reforçado há vários dias.
OUtra morteUm palestino morreu ontem na Cisjordânia devido aos ferimentos sofridos semana passada numa incursão israelense, informaram fontes médicas palestinas. Jamal Hasuna, 39 anos, foi ferido a 21 de janeiro numa operação das forças israelenses na cidade de Tulkarem, após um atentado palestino que causou a morte de seis pessoas e seu autor em Hadera (norte de Israel).
ResponsabilidadeO grupo radical dissidente do movimento Fatah, de Yasser Arafat, Brigada dos Mártires de Al-Aqsa assumiu ontem a responsabilidade pelo atentado cometido pela mulher-bomba, segundo um comunicado recebido pela AFP.
Essa foi a primeira operação de mártir desse tipo, no coração de Jerusalém (...) Nossa mártir foi Wafa Idris, 26, do campo de refugiados de Al-Amari, em Ramallah, diz o texto.
Idris, uma ex-paramédica voluntária do serviço de ambulância do Crescente Vermelho, desapareceu na manhã de domingo, segundo sua família, horas antes da explosão na principal rua de Jerusalém Ocidental.
NegociaçãoO ministro israelense da defesa, Binyamin Ben Eliezer, declarou ontem que tinha enviado uma mensagem ao presidente sírio Bachar al Asad, na qual afirmava que Israel está disposto a empreender negociações imediatamente e sem condições com seu país.
No final da reunião que manteve com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, no balneário egípcio de Charm el Cheikh, Ben Eliezer afirmou à imprensa que tinha mandado uma mensagem a Asad através de Mubarak na qual lhe dizia que Israel estava disposto a empreender negociações com os sírios, imediatamente e sem condições.


