RIO - O Ministério Público da Suíça concluiu a investigação sobre o ''propinoduto'' o suposto esquema de corrupção de fiscais estaduais e auditores federais do Rio apontando a participação de 24 pessoas no envio ilegal de US$ 41 milhões (cerca de R$ 121 milhões) para aquele país.
Pelas leis suíças, eles são suspeitos de lavagem de dinheiro, pois as somas depositadas nas contas bancárias seriam originárias de corrupção, de acordo com o comunicado divulgado ontem pelo Ministério Público suíço.
A nota informa que o dinheiro está bloqueado. Esse valor é maior do que o divulgado inicialmente pelo Ministério Público suíço, cerca de US$ 33,4 milhões. A investigação revelou a utilização de contas bancárias na Suíça para transferir fundos de origem suspeita originários do Brasil e também para, em seguida, reenviar o dinheiro de lá para cá.
No Rio de Janeiro, 22 pessoas foram condenadas no mês passado, sob acusação de envolvimento com o ''propinoduto'', por crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Doze fiscais e auditores estão presos.
O bloqueio em território suíço e a condenação no Brasil são passos para a repatriação do dinheiro. O procurador Gino Liccione, do Ministério Público Federal no Rio, disse que o resultado encontrado pelas autoridades suíças mostra o acerto das investigações realizadas no Brasil.

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