Brasília, 06 (AE) - A logística e a segurança prevaleceram sobre a vontade política e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá mais, nesta sexta-feira, a um dos municípios mais pobres do semi-árido nordestino, Guaribas, no Piauí, para lançar seu maior programa social, o Fome Zero. Lula ficará em Teresina, onde chegará na hora do almoço, e na capital do Piauí, visitará uma favela a 12 quilômetros do centro. Mesmo distante mais de 650 quilômetros de Guaribas, Lula lançará o Fome Zero, que receberá um investimento de R$ 5 bilhões este ano para o combate à fome.
O presidente também desistiu da idéia de levar todos os seus 26 ministros e oito secretários -o seu ''time'', como gosta de definir a equipe de primeiro escalão. Ainda na tarde de sexta-feira, segundo informação da assessoria do presidente, Lula irá para Recife e visitará uma favela de palafitas, na região metropolitana da capital de Pernambuco. Ele dormirá em Recife e, no sábado de manhã, seguirá para Montes Claros, no norte de Minas Gerais. De lá, tomará um avião com destino a Itinga, no Vale do Jequitinhonha, a região mais pobre de Minas. Depois, retornará para Brasília.
Grande custo - O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, disse que as dificuldades operacionais e de transporte para levar Lula a Guaribas fizeram com que a programação para o lançamento do Fome Zero fosse alterada. De acordo com ele, o local é de difícil acesso, e a ida do presidente e de seus ministros elevaria em muito o custo da viagem.
Isso porque a pista mais próxima de Guaribas para a descida de aeronaves do porte de um Brasília está em São Raimundo Nonato. A Presidência teria de deslocar dezenas de helicópteros para a região para transportar Lula e a equipe. E cada hora de operação dessas máquinas custa pelo menos R$ 3,4 mil. ''O helicóptero para o transporte do presidente da República tem de ser do tipo biturbinado. Não pode ser um qualquer'', disse o general.

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