O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, manteve nesta segunda-feira (24) os decretos de prisão preventiva de Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), e do empresário Jorge Theodocio Atherino, apontado como operador de propinas do tucano. O magistrado herdou os processos envolvendo aliados de Beto Richa após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

No dia 19, a Corte Especial do STJ havia reafirmado que a 13ª Vara Federal de Curitiba, sob tutela de Moro, não tem prevenção para processar investigações abertas a partir da delação da Odebrecht contra Richa, que tramitavam na Corte até abril.

Com a decisão, Moro mandou redistribuir a ação penal da Operação Lava Jato e outros processos contra aliados do tucano, candidato ao Senado nas eleições 2018. Os processos estão agora nas mãos do juiz Paulo Sérgio Ribeiro.

Na denúncia, a força-tarefa do Ministério Público Federal apontou "pagamento de propinas pela empreiteira Odebrecht para obter favores ilegais relacionados à Parceria Público Privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá (Noroeste), durante o ano de 2014, cujo valor era de R$ 7,2 bilhões".

Richa foi preso por ordem do juiz Fernando Bardelli Silva Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, no âmbito da Operação Radiopatrulha, que investiga desvios no Programa Patrulha Rural - contratos de manutenção de estradas rurais. Beto Richa foi solto por ordem do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

O ex-governador do Paraná também é alvo da Lava Jato. Por ordem de Moro, ele foi alvo de buscas na investigação sobre supostas propinas da Odebrecht.

Defesas

A Defesa de Jorge Theodocio Atherino afirma que "está analisando a decisão para tomar as medidas cabíveis". A reportagem não localizou os demais citados.

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