Sucessão na prefeitura
Terminadas as eleições majoritárias, as atenções já se voltam para as articulações a respeito da sucessão na Prefeitura, ainda que Marcelo Belinati (PP) esteja quase na metade de seu mandato. O próprio prefeito, pela prerrogativa do cargo, é um virtual candidato à reeleição até que se manifeste contrário - o que seu antecessor, Alexandre Kireeff, deixou para fazer aos 46 minutos do segundo tempo de sua gestão. Outro nome que já surge nos bastidores é o do vereador e deputado federal eleito Filipe Barros (PSL), por ser o principal representante bolsonarista em Londrina, onde o capitão reformado recebeu uma das maiores votações em cidades com mais de 500 mil habitantes. Nos corredores da Assembleia Legislativa, o que se comenta é que o deputado londrinense Tiago Amaral (PSB), reeleito para mais quatro anos, seria outro "prefeiturável" em 2020.

Segunda discussão
Em pauta na sessão desta terça-feira (13), o projeto de lei de autoria do Executivo Municipal que concede a permissão do uso ao Movimento dos Artistas de Rua de Londrina da antiga sede da União Londrinense dos Estudantes Secundaristas, na avenida Duque de Caxias. Em outubro o projeto foi aprovado em primeira discussão por 18 votos favoráveis e um contrário, este do vereador Filipe Barros (PSL). Como nenhuma emenda foi apresentada ao PL, nesta terça a matéria poderá ser votada no seu texto original, sendo necessários no mínimo 13 votos favoráveis para a sua aprovação. O local vem sendo revitalizado há cerca de dois anos para a realização de atividades culturais, e com aprovação do projeto poderá receber investimentos, também, de natureza privada por meio de editais.


PL sobre licenciamento de obras
A Prefeitura de Londrina encaminhou à Câmara de Vereadores projeto de lei que pretende instituir o Processo Simplificado de Aprovação de Projetos com até 500m² de construção, emissão de Alvarás de Autorização e concessão do Certificado de Vistoria de Conclusão de Obras (Habite-se). De acordo com o secretário municipal de Governo, Juarez Tridapalli, que preside a Comissão de Desburocratização de Londrina, são protocolizados mensalmente na Secretaria Municipal de Obras, em média, 160 novos projetos para análise de aprovação e, atualmente, cerca de 2.200 processos de projetos estão em tramitação, aguardando aprovação. A expectativa do governo é que, com a instituição do procedimento simplificado, em 12 meses este número seja reduzido a 200 processos.

Parâmetros construtivos
Segundo o secretário municipal de Obras e Pavimentação, João Verçosa, as construções de pequeno e médio porte, que serão submetidas ao procedimento simplificado instituído pela lei proposta, representam cerca de 90% dos projetos analisados pelos técnicos da Diretoria de Aprovação de Projetos. Ainda segundo Verçosa, a análise de projetos se dará com base em quatro parâmetros construtivos relevantes, que deverá reduzir, em muito, o tempo necessário até a aprovação do projeto e a emissão do respectivo alvará de construção.

Economia de palito
Entrevistado da vez no programa "Poder em Foco" no final da noite deste domingo (11), no SBT, o senador eleito Cid Gomes (PDT) foi questionado, entre outras coisas, sobre como avalia a fusão de ministérios anunciada pela equipe de transição de Jair Bolsonaro. O irmão de Ciro Gomes criticou a medida por considerá-la "economia de palito" ante outras ações que segundo ele poderiam tornar a máquina menos onerosa. Mas adiantou que irá votar a favor da matéria no Senado por entender que trata-se de uma opção de gestão do Executivo e que Bolsonaro recebeu uma "procuração" da maioria da população para governar.

Oposição sem radicalismo
Na mesma linha, Cid Gomes confirmou no programa que seu partido articula com outras siglas, como PSB, Rede e Podemos, uma oposição "programática" ao governo Bolsonaro, que consistiria em apoiar o que a coalização entender ser bom para o País e vetar o que considerar ruim. Uma linha, segundo ele, menos radical que a esquerda pode vir a adotar no Congresso. Já sobre a expectativa em relação à condução da economia na gestão Bolsonaro, Cid Gomes previu um cenário absolutamente incerto por entender que o presidente eleito e seu guru econômico e virtual ministro da Economia, Paulo Guedes, não falam a mesma língua. "Eu acredito que a relação Bolsonaro-Paulo Guedes não sobrevive à Festa Junina de 2019", ironizou.

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