Substituto na presidência pode ser definido dia 12
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quarta-feira, 05 de dezembro de 2007
Agência Estado 
Brasília - O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), marcou para a próxima quarta-feira a eleição do sucessor de Renan Calheiros (PMDB-AL) no comando da Casa. A data atende ao que determina o Regimento, de preencher o cargo ''dentro de cinco dias úteis'', a contar da publicação, hoje, da renúncia de Renan. Ainda assim, o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), tentou adiá-la, alegando que se houver entendimento, ''o ideal para acalmar a Casa, é não fazer a escolha antes de votarmos a CPMF''.
A idéia foi rejeitada pelos líderes do DEM e PSDB. Interessados em votar hoje a proposta que prorroga a contribuição, eles afirmam que não há motivos para descumprir o Regimento. ''Não fizemos e não faremos nenhum acordo desta natureza'', avisa o líder do DEM, José Agripino (RN).
O nome mais cotado para substituir Renan é o do peemedebista Garibaldi Alves (PMDB-RN), não só por integrar a maior bancada, que tradicionalmente tem direito ao cargo, mas por ter conquistado também os votos da oposição desde que se lançou candidato há cerca de 40 dias. A escolha do partido, segundo o líder Valdir Raupp (PMDB-RO), será feita amanhã, na reunião da bancada.
Não há clima nem entre os governistas nem na oposição para o Palácio do Planalto impor o senador José Sarney (PMDB-AP) como candidato. Os recados enviados até agora, de que Sarney seria a escolha do governo, não foram bem recebidos. E o próprio Sarney já declarou que não quer ser presidente.
PSDB e DEM ameaçam lançar um candidato, se o nome do PMDB não agradar. Seria no caso o de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), dissidente do apoio ao governo e que nem de longe atende às expectativas do Planalto. Mas o próprio Jarbas avisa que não disputará a vaga, nem na condição de candidato avulso. ''Eu voto com Garibaldi'', avisa.


