Substituto de Luís Eduardo sairá com o aval do pai
Arquivo FolhaInocêncio de Oliveira é um dos mais cotados para assumir a vaga de líder do GovernoO presidente Fernando Henrique Cardoso vai consultar o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), sobre quem deverá ser o novo líder do governo na Câmara, em substituição ao filho do senador, Luís Eduardo Magalhães. Foi o que acertou anteontem com o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, a quem recebeu para uma conversa de duas horas no Palácio da Alvorada.
O PFL quer manter o cargo de líder e defende que isto seja feito nas próximas 24 horas, antes do início da votação das emendas à proposta de reforma da Previdência Social. Os nomes mais fortes são o do atual líder da bancada na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), e de seu primeiro vice-líder, deputado José Carlos Aleluia (BA). Amigos do senador Antônio Carlos avaliam que ele está sofrido, mas dá sinais de que poderá influir no processo indicando um baiano para substituir o filho morto.
O vice-presidente da República, Marco Maciel, que viajou ontem a Salvador para representar o governo na missa de sétimo dia de morte do deputado Luís Eduardo Magalhães, ficou encarregado de combinar a conversa entre Fernando Henique e o senador. O primeiro nome lembrado para o posto foi o de Inocêncio Oliveira, mas ele próprio descartou a hipótese, afirmando que o melhor para o governo neste momento seria manter intacto o colégio de líderes dos partidos aliados.
Eu me excluo, porque tirar um líder aliado só serviria para desorganizar ainda mais a base governista, ponderou Inocêncio na última reunião da Executiva Nacional do partido, quinta-feira passada. Minha missão agora é mostrar a unidade do PFL nesse momento difícil, insistiu o líder, lançado candidato a substituto de Luís Eduardo pelo ministro tucano da Saúde, José Serra (SP).
Mas caso o senador Antônio Carlos não queira a liderança para um baiano, Jorge Bornhausen acredita que Inocêncio poderia assumir o posto sem deixar o comando da bancada. Na minha opinião dá para acumular, até porque tenho a impressão de que se trata de uma decisão temporária, ponderou ao lembrar que, de importante mesmo, a Câmara só deverá votar a reforma da Previdência antes do recesso branco da campanha eleitoral. Todos sabem que, na eventualidade do segundo mandato, o cargo que os tucanos cedem hoje ao PFL voltará a ser alvo da disputa acirrada entre os aliados. (AE)





