A Câmara Municipal de Londrina aprovou, em segunda e última discussão, o projeto de lei do Executivo que vai reduzir a tarifa do transporte coletivo de R$ 2,25 para R$ 2,20. A matéria do prefeito Barbosa Neto (PDT), que foi aprovada por 14 votos a 1, vai usar R$ 6,3 milhões de reais por ano do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para subsidiar a redução no valor da passagem, que deveria ter subido para R$ 2,35 no mês de janeiro. A sanção da lei pode sair em até 15 dias, segundo o diretor de trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus.
Após uma discussão de quase quatro horas, com várias suspensões para debates e troca de farpas entre parlamentares, a matéria foi aprovada com quatro emendas. Uma das mais relevantes defende que a concessão de novas isenções de passagens para usuários, total ou parcial, deverá ser aprovada pela Câmara e a outra obriga que o Executivo regulamente a forma que as empresas receberão o subsídio.
O principal ponto de discussão entre os vereadores foi o receio de que os quase R$ 500 mil mensais do ITBI, repassados para as empresas pela Prefeitura para subsidiar a redução do transporte, prejudicasse o repasse de verbas para a saúde. No início da tarde, Joel Garcia (PTN) apresentou uma matéria veiculada em uma emissora de televisão que mostrava a revolta de alguns usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) pela preferência do prefeito de usar os recursos do ITBI para reduzir a passagem do transporte coletiva, ao invés de usá-lo para melhorar a saúde na cidade.
Isso fez com que alguns vereadores, como Marcelo Belinati (PP), Lenir de Assis (PT), Sandra Graça (PP) e Joel Garcia, pedissem a presença da secretária de Saúde, Ana Olympia Dornellas, para garantir que a área não seria afetada pelo projeto. ''Precisamos ouvir que esse dinheiro não vai fazer falta para a saúde da boca da própria secretária de Saúde, só assim podemos votar com tranquilidade. Senão depois nós seremos cobrados pela população'', afirmou o vereador Marcelo Belinati no plenário.
Para acabar com a polêmica, o líder do prefeito, Roberto Fu (PDT), pediu trinta minutos de pausa para que o diretor de orçamento da Prefeitura, Edson Antônio de Souza, falasse em nome da secretária e garantisse que o dinheiro do subsídio do ITBI usado na redução da passagem não faria falta para a saúde, já que outras ações para melhorar a área também estavam sendo tomadas.

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