São Paulo O projeto do governo de elevar o teto de aposentadoria de R$ 1.561,56 para R$ 2.400,00 é ''um absurdo'', pois ampliará o déficit nas contas da previdência. A afirmação é de Roberto Brant, deputado federal (PFL-MG), presidente da Comissão Extraordinária da Previdência e ex-ministro da Previdência.
O déficit do setor privado com o Instituo Nacional do Seguro Social (INSS), disse, é de R$ 17 bilhões e ampliar o valor do teto para R$ 2.400 aumentaria o rombo. A contribuição dos empregados, explicou, representa apenas 30% do total do financiamento da previdência geral, o restante é contribuição sobre a folha de pagamentos que independe do teto de benefícios e outras receitas previdenciárias.
''O aumento do teto do setor privado para R$ 2.400 expandirá ainda mais o déficit da previdência social'', diz. Brant não vê necessidade de o teto do setor público ser igual ao do setor privado. Ele observa que para não ampliar o déficit na previdência deveria ser fixado um teto entre R$ 1.700 e R$ 1.800 para o setor privado e de R$ 2.400 para o setor público.
Brant afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já indicou que entregará o projeto da reforma da previdência para análise do Congresso antes do final de abril. A expectativa é de que o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, entregue o projeto para análise do presidente Lula no dia 10 de abril e que o projeto seja enviado ao Congresso em 15 de abril.

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