Curitiba - A CPI Copel-Sercomtel fez sua primeira reunião no final da tarde de ontem, na Sala das Comissões da Assembléia Legislativa. O deputado Marcos Isfer (PPS), definido como presidente, dividiu a CPI em quatro subcomissões, para agilizar as investigações. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60.
Os nove integrantes da CPI se dividirão em quatro linhas básicas de atuação, para compor relatórios específicos. A compra de 45% das ações da Sercomtel pela Copel, em 1998, será relatada por Alexandre Khury (PMDB), neto de Aníbal Khury, morto desde 1999. As parcerias firmadas pela estatal de energia ficarão sob responsabilidade de Vanderlei Iensen (PDT). A compra de créditos tributários e acordos extrajudiciais está nas mãos de Tadeu Veneri (PT). E a compra e venda de energia no Mercado Atacadista de Energia (MAE) será relatada por Luiz Accorsi (PTB). No final dos trabalhos, programados para daqui a quatro meses, os deputados farão em conjunto um relatório institucional, onde a CPI vai propor ao governo ações para melhor funcionamento da estatal.
Isfer propôs ontem aos demais deputados que a ''mola mestra'' das apurações esteja nos contratos firmados pela estatal. O presidente da comissão afirmou que, desde o início da semana, tem recebido novas denúncias sobre a Copel, que serão avaliadas.

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