Agência Estado
De Brasília
O sub-relator da CPI do Narcotráfico, deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), divulgou ontem denúncias contra o deputado Silas Câmara (PTB-AM), suspeito de envolvimento com o crime organizado. Com base em um dossiê, Mattos sustenta que há indícios de que Câmara falsificou documentos dele e de integrantes de sua família que possibilitaram dupla identidade. Mattos também afirma que o deputado emitiu cheques sem fundos e lesou a Prefeitura de Macapá (AP), ao não concluir a obra de urbanização de uma avenida pela qual teria recebido US$ 1,4 milhão.
Segundo Mattos, um traficante conhecido como Cabo Zau estaria disposto a falar sobre as supostas ligações de Câmara com bandidos. Mattos afirmou que vai pedir a realização de uma acareação entre o traficante e Câmara. De acordo com o pedetista, Cabo Zau e Câmara estavam juntos em 1986 quando foram apreendidos US$ 50 mil falsos, que podem ter origem em drogas.
Mattos pretende encaminhar as cópias dos documentos ao corregedor da Câmara, deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE), e ao presidente da CPI do Narcotráfico, deputado Magno Malta (PTB-ES).
O advogado Geraldo Macena, que defende Câmara, disse ontem que as denúncias foram infelizes. ‘‘Todas as acusações são mentirosas, difamatórias, caluniadoras, injuriosas e têm o objetivo gratuito de trazer publicidade para o deputado’’, afirmou o advogado.

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