Brasília - ‘‘Eu acho muita areia para o meu caminhãozinho, mas não enjeito parada. O que vier está bem’’. A afirmação foi feita pelo ministro da Integração Nacional, Ney Suassuna, que decidiu deixar o cargo ontem, em resposta a perguntas sobre a possibilidade de ele ser indicado pelo PMDB à candidatura a vice-presidente do senador José Serra (PSDB-SP).
Apesar de Suassuna afirmar que encara qualquer desafio, ele confirmou que está saindo para se candidatar ao governo da Paraíba.
Sobre a posição contrária dos nordestinos a um candidato a vice-presidente para Serra que não seja da região, Suassuna disse: ‘‘São 45 milhões de eleitores, se eles, que já têm um padrão de vida baixo, não estiverem pelo menos representados, com certeza isso dificultará a campanha eleitoral’’, afirmou.
A secretária-executiva do ministério, Mari Daisy Kimzo, assumiu ontem interinamente o comando da pasta. O novo titular da pasta deverá ser indicado nos próximos dias pelo presidente FHC.
Secretários- A secretária nacional de Direitos Humanos, Elizabeth Sussekind, e o secretário nacional de Segurança Pública, Pedro Alvarenga, também anunciaram ontem que estão deixando os cargos, a pedido do novo ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior.
No lugar de Elizabeth, assumirá João Benedito de Azevedo Marques, que atualmente preside o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, órgão vinculado ao Ministério da Justiça.
O cargo de Alvarenga deverá ser ocupado por André Dahmer, atual diretor do departamento de Cooperação e Articulação de Ações de Segurança do ministério.
Outra mudança acontecerá na Secretaria Executiva da pasta: pela primeira vez uma mulher vai ocupar este cargo, considerado o segundo mais importante na estrutura do órgão, abaixo apenas do próprio ministro. Ivete Viegas que respondia pela secretaria de Assuntos Legislativos, deverá assumir no lugar de Bonifácio Borges de Andrada.

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