Imagem ilustrativa da imagem STJ rejeita habeas corpus de Beto e Fernanda Richa
| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



Curitiba - A ministra Laurita Vaz, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), rejeitou no início da noite dessa quinta-feira (13) pedido de habeas corpus da defesa do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e de sua esposa, a ex-secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social Fernanda Richa (PSDB). O casal foi preso pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), braço do MP (Ministério Público) Estadual, na última terça-feira (11), quando foi desencadeada a Operação Radiopatrulha.

O pedido de soltura já tinha sido negado pelo desembargador Laertes Ferreira Gomes, da 2ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça). "Considerando que em sede de cognição sumária não restou configurado, de plano, o alegado constrangimento ilegal, indefiro a liminar pleiteada", escreveu o magistrado, na decisão. A defesa do tucano recorreu então ao STJ, que se manifestou hoje. A prisão temporária é válida por cinco dias. Ou seja, a partir de sábado (15), pode ser prorrogada por mais cinco ou convertida em preventiva, sem prazo.

A investigação do Gaeco apura fraudes e pagamentos de propina a agentes políticos por intermédio do Programa Patrulha Rural, executado durante a primeira gestão de Richa. A ação foi deflagrada no mesmo dia em que a Lava Jato lançou a Operação Piloto, resultado de apurações sobre ilegalidades nas obras da PR-323. Neste caso, só houve determinação de buscas e apreensões na casa do ex-governador. "Piloto" era o codinome atribuído a Richa na planilha de propinas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.

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