STJ reabre investigação contra Requião por VTs
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2003
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Banestado teria sido utilizado irregularmente para bancar a confeccção de vales-transportes (VTs) durante a gestão de Roberto Requião (PMDB) à frente da Prefeitura de Curitiba (1985-1988). A denúncia é da presidente da Companhia de Urbanização de Curitiba (Urbs), Yára Eisenbach, que afirma que o banco teria pago US$ 65 mil a mais do que o valor de mercado na confecção das fichas.
A Urbs realizou o levantamento a pedido do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Requião está indiciado em um inquérito que apura sua responsabilidade na confeccção de VTs com seu nome em 1987. Neste ano, o governador e responsável em última análise pelo Banestado era o hoje senador Alvaro Dias (PSDB). A legislação proíbe a associação do nome de administradores a realizações dos governos, pelo princípio da impessoalidade.
No levantamento, Yára constatou que havia um contrato firmado entre a Urbs e a empresa Plastipar para a confecção de 6 milhões de VTs. Segundo Yára, porém, o contrato nunca foi efetivamente realizado. ''Constatamos que na verdade quem pagou os VTs foi o Banestado e não a Urbs. E no total, foram R$ 15 milhões os VTs confeccionados'', afirmou.
Apesar da denúncia contra Requião ter sido movida ainda durante sua gestão como prefeito, o processo só voltou a tramitar a partir do ano passado, quando a lei que impedia o processo judicial contra ocupantes de cargos eletivos foi suspensa. O inquérito será submetido a apreciação do ministro do STJ, Hamilton Carvalhido, que decidirá se vota pela condenação ou não de Requião no caso. Requião afirmou através de sua assessoria de imprensa que não irá se pronunciar sobre o assunto.


