Brasília - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Barros Monteiro, pediu à Assembléia Legislativa do Espírito Santo que conceda licença para a abertura de processo contra o governador do Estado, José Ignacio Ferreira. O objetivo é apurar se ele praticou crimes eleitoral e contra o sistema financeiro na campanha de 1998.
Relator de inquérito contra Ignacio, Barros Monteiro decidiu enviar ofício à Assembléia pedindo que os deputados estaduais decidam se autorizam ou não a instauração da ação penal, com base em denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, na semana passada.
Além do foro privilegiado no STJ, os governadores dispõem de outra proteção: só podem ser processados após essa autorização, de caráter político. É provável que ele termine o mandato, em 31 de dezembro, antes da decisão dos deputados. Nessa hipótese, a ação tramitará em uma Vara da Justiça Federal no Espírito Santo.
A denúncia foi oferecida contra o governador e outras 11 pessoas tidas como envolvidas em operação supostamente fraudulenta de empréstimo no Banestes (Banco do Estado do Espírito Santo), no valor de R$ 2,6 milhões. O objetivo seria quitar dívidas da campanha de Ignacio, imediatamente depois que ele foi eleito, no primeiro turno.

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