O ministro Romildo Bueno de Souza, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a quebra do sigilo bancário do ex-governador de Santa Catarina Paulo Afonso Vieira (PMDB), do ex-vice-governador José Augusto Hulse, do ex-secretário da Fazenda Paulo Prisco Paraíso, do ex-presidente do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) Oscar Falk, além de cinco diretores do Banco Vetor.
O ministro do STJ tomou esta medida atendendo a pedido da subprocuradora Delza Curvello Rocha. O STJ quer, com essa decisão, dar continuidade ao processo envolvendo o ex-governador e assessores próximos acusados de emissão e comercialização de R$ 605 milhões em Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) de Santa Catarina para quitar dívidas vencidas até outubro de 1988.
A procuradoria, com o pedido de quebra do sigilo bancário, quer acompanhar de perto a movimentação bancária desses nove acusados, no período de 1º de março de 1996 a 31 de dezembro de 1997. Delza disse que há fortes indícios de envio de recursos com lavagem de dinheiro para o exterior.
Hulse mora em Criciúma (SC), e totalmente afastado da política. Vieira, desde o início do ano, mora em Madrid, na Espanha.Arquivo FolhaPaulo Afonso Vieira se mudou para a Espanha no início do anoAgência Estado

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