STJ determina soltura de Deborah e Jorge Guerner
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
Mariângela Gallucci <br>Agência Estado 
Brasília - O ministro Napoleão Maia, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou ontem a soltura da promotora de Justiça Deborah Guerner, e do marido dela, o empresário Jorge Guerner. Investigados por suspeita de envolvimento num esquema de corrupção no Distrito Federal que ficou conhecido como mensalão do DEM, os dois estavam presos desde o dia 20 por ordem do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1 Região.
O TRF tinha concluído que os dois tentaram atrapalhar as investigações e que havia o risco de fuga. Reportagem publicada na quarta-feira pelo Estadão revelou documentos e imagens que comprovam que Deborah Guerner teve a ajuda de um psiquiatra para simular um distúrbio mental e atrapalhar as investigações. Procurado, o psiquiatra Luis Altenfelder Silva Filho negou ter orientado a promotora para simular doença mental.
Deborah e Jorge Guerner estavam presos na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A prisão preventiva tinha sido pedida pelo Ministério Público, que acusou o casal de forjar provas para simular uma incapacidade mental. Os dois foram presos em casa logo após retornarem de uma viagem pela Itália.
De acordo com a defesa do casal, ao conceder uma liminar determinando a soltura dos Guerners, Napoleão Maia concluiu que eles nunca estiveram impedidos de sair do País e que, se houvesse falsidade nos atestados, isso não influenciaria na perícia oficial. Segundo o ministro, a prisão foi decretada de forma antecipada, o que não está de acordo com a proteção que o sistema jurídico garante ao direito de ir e vir.
''Sempre confiei no Judiciário. Se ele eventualmente é levado a erro, ele se corrige. Os direitos fundamentais foram respeitados'', disse o advogado dos Guerners, Pedro Paulo de Medeiros.


